Depois de ver os protestos contra Bolsonaro, presidente chileno se afasta das ideologias do presidente do Brasil.
Neste domingo, 24, depois da visita de Bolsonaro, o presidente
do Chile, Sebastián Piñera, se distanciou das frases ditas por Bolsonaro sobre
as ditaduras sul-americanas “ com as quias não concorda”, explicou aos
jornalistas.
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| Jair Bolsonaro e o presidente chileno Piñera |
Durante os dias de vistas, Bolsonaro presenciou protestos,
do lado de fora do palácio de La Moneda em pontos espalhados pela cidade,
realizados por estudantes, organizações de direitos humanos e feministas. Sobre
os protestos, Bolsonaro disse: “Protestos assim existem onde quer que eu vá,
mas o importante é que, no meu país, fui eleito por milhares de brasileiros”.
Ano passado, depois da vitória de Bolsonaro nas urnas,
Piñera explicou que o brasiliro havia conquistado “uma enorme vitória”, algo
que ele voltou a repetir no último sábado (23).
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| Manifestantes contra o Bolsonaro no Chile. Foto Martin Bernetti/ AFP . Foto Jorge Villegas. |
Porem, após os elogios em 2018, Piñera disse ter “discrepâncias
profundas em algumas áreas e coincidências importantes em outras”, entre elas,
a “modernização da economia e de recuperação de equilíbrios fiscais”.
“Obviamente, essas afirmações sobre condutas homofóbicas e
pouco respeitosas em relação às mulheres são afirmações com as quais eu
definitivamente não estou de acordo”, disse na época.
Piñera condena a ditadura pinochetista (1973-1990), e faz
questão de dizer que votou pelo “não” no plebiscito de 1989 que pôs fim ao
regime militar no país. Por outro lado, Bolsonaro fez elogios ao coronel CarlosBrilhante Ustra e, mais recentemente, ao general Alfredo Stroessner, ditador do
Paraguai entre 1954 e 1989.









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